Tédio, depressão e propósito
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A maioria das pessoas são facilmente derrotadas pelo tédio e pela depressão. Eles falham em lidar com uma realidade inevitável que irão eventualmente encontrar em toda a sua austeridade e irá destruí-los e ao seu inferno pessoal. Para derrotar esses sintomas é preciso ter uma conexão harmonica estabelecida entre a mente e o mundo maior do qual irá desenvolver um conhecimento do seu propósito e posição na vida.

Primeiro, nós devemos fazer uma observação concreta dessa questão patológica. O obscuro homem moderno está confinado ao seu ciclo habitual de artificialidade e superfutilidade, limitado a quantidade de contato com a realidade que ele faz. Ainda esse recorte da realidade o faz mais sucetível ao tédio, estresse, sentimento de vazio e até mesmo depressão. Algo deveria interromper esse ciclo, e então a resposta geralmente é um colapso mental. Tal homem moderno típico não tem nenhum propósito criativo, sofre de hiper-sensibilidade e aceitou as barreiras mentais escravizantes impostas pela sociedade desde os seus anos mais infantes. Uma grande falha espiritual de fato, mas não necessariamente irreparável, muitos de fato tem a habilidade de aprender (com seus erros) e melhorarem a si mesmos o suficiente para acabar com os perigos da mentalidade da modernidade. Uma questão que me confronta infinitamente é: "Como você sabe que é a modernidade a culpada para esses alimentos da mente?!"; Para responder, vamos olhar para trás e de como o homem vivia antes de ter as montanhas de sedativos plásticos oferecidos pela modernidade. Em tempos antigos o homem era confrontado com a completa dureza da realidade e não podia sair correndo com medo dela como faz o homem da sociedade moderna, através de distrações como a TV, festas, substâncias que amortecem a mente e outras formas de indulgencia irresponsável. Esses frutos modernos, em contraste ao nobre e transcendente propósito de alcançar o intangível, somam-se ao nada espiritualmente. Possuir esses frutos como propósito e dar alegria em si mesmos irá finalmente chegar em um fim morto. Quando o homem moderno está deitado em seu leito de morte, preenchido com o poder clarificador que a certeza imanente que a sua própria morte tráz, se tornará claro a ele que nada foi alcançado em sua vida. Como o conhecimento de várias religiões atestam, ninguém pode levar nada de material para além da cova.

Em tempos antigos o ambiente duro da natureza testou a inteligência do homem e levou-os a sua extensão mais longínqua. Isso serviu para melhorar todo o seu potencial e o tornou num guerreiro forte capaz de muitas coisas criativas. O homem antigo evoluíu para uma ciratura nobre, um ser mais elevado com aspirações elevadas. É natural que como uma potência de um ser cresce, também cresce a sua expectativa de vida. O que pode ser dito sobre o potencial do homem atual onde não há perigos para testá-lo e para evoluí-lo? Ele está indo de trás pra frente talvez?

A vida engajada em constante tentativa experenciada pelos homens antigos os deu um senso onipotente de vivência e aventura que o aproximou e manteve sua conexão com uma realidade transcendente. Através dos séculos e através do globo ele criou formas majestosas de arte cultural como ótimas escritas, pinturas, arquitetura, batalhas, composições musicais, mitologias, lendas e muito mais coisas que inspiram a alma humana a perceber alturas que a modernidade não pode e nunca irá adotar. O homem antigo era feliz, enquanto nós homens modernos, apesar da nossa fácil e conveniente existência, buscamos infinitamente e sem esperança por um mero lampejo de tal contentamento. Eu falo agora da felicidade verdadeira, derivada de certeza e conhecimento do seu destino como compreendido dentro de uma ordem cósmica. Propósito não pode vir de algo trivial ou necessário como comer, excretar, respirar, etc. Mas deve derivar-se, como Evola coloca, "de cima", de algo mais que humano e de fora do indivíduo; para qual uma pessoa possa lutar e tirar alegria de saber que são parte disso. Modernidade é a entidade mecânica de mentiras e escravidão uma vez que ela acredita que a felicidade pode ser alcançada através de satisfações egoístas e vazias, coisas materialistas e transitórias como celebridades, TV, carros rápidos, sexo, drogas e empregos "bons". Não acredita no propósito imperativo e na órdem cósmica que define a felicidade e a posição ordenada de uma pessoa. Ela perverte o seu equilibrio essencial e evade a realidade.

Tipicamente quando as distrações vazias do homem médio moderno que asseguram a sua depressão o mantendo sedado são tomadas dele (ou não mais funcionam) ele então é confrontado com a frieza da realidade. Mais geralmente isso causará a ele um grande estresse emocional, enquanto tais confrontações com a realidade deveriam servir como um portal para o re-acordamento e transcendência! Tédio é um efeito-colateral da super-estimulação e a sua negatividade pode ser revertida para benefício através da contemplação ou da meditação que irá servir bem a direção e intenção da sua vida. Se você está deprimido sem nenhum motivo significantemente óbvio significa simplesmente que você provavelmente sofra de falta de propósito na vida, e eu entretanto te encorajo a achar os seus talentos escondidos que foquem a sua mente fora das esferas da sua pessoa para a eterna e incessantemente bela ordem cósmica. Esse sentimento triunfante é o que geralmente faz a vida valer a pena e está aí pra ser vivida! Sem propósito para crescer e para criar algo imortal que provê as sensações necessárias de vivência e dever cumprido, a vida é fútil e parasitória. Não gaste tempo precioso em trivialidades, para cada dia, cada hora, cada minuto e cada segundo conta para afiar a sua mente para a criatividade e auto-desenvolvimento. Com esse reacordamento espiritual e com uma descartagem do redundante, tédio e depressão tornar-se-ão história.

June 19, 2007

Our gratitude to Dora for this translation.


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