As pessoas da Internet
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Algumas pessoas simplesmente usam a Internet, enquanto outras se tornam parte deste grupo nebuloso conhecido como "As pessoas da Internet" mesmo para aqueles que usam a internet frequentemente. As pessoas da Internet estão sempre lá com uma opinião e suas opiniões são sempre dramaticamente similares. Elas tem certas tendências conhecidas das pessoas em comum, bem como o desejo de rejeitar qualquer idéia positiva e de ir atrás de qualquer existênciazinha idiota que eles criaram pra si mesmos online. Sociólogos os vêem como um experimento de dissonância cognitiva que deu errado. Niilistas os vêem como um sintoma deste tempo. Quem são "as pessoas da Internet"?

Um modo saudável de usar a Internet, ou o telefone, ou a TV, é como uma extensão da vida normal: você tem um objetivo e você o alcança para usar uma tecnologia de qualquer tipo. Existem alguns que entretanto que, como aqueles que são viciados em televisão ou em comprar CDs "diferentes" de bandas de rock idênticas, são residentes permanentes da Internet por que eles não tem nenhum objetivo e entretanto usam a internet não para alcançar coisas do mundo real, mas para existir para o seu próprio bem, como uma substituição de situação social e poder de estrutura. Essas são as pessoas que você vê falando sobre a sua própria importância em fóruns, fazendo acordos clandestinos com moderadores para que eles possam excluir seus inimigos e é claro adornando os seus blogs eternamente, contas no myspace, msns, e-mails e profiles em P2P com novas informações sobre o quão fascinantes, únicos e verdadeiramente internamente belos eles são.

Para as pessoas da Internet, ela é uma fonte de entretenimento e, como é o caso de todas as pessoas que tem objetivos de vida limitados, é tudo para elas. Elas vêem a Internet como uma extensão de sua falta de socialização e de suas próprias necessidades. Elas não levam em conta usar a Internet para um bem maior, ou uma tarefa melhor, mesmo por que para ela não há tarefas melhores, nem bens maiores. Há apenas entretenimento para elas mesmas para que elas possam continuar a funcionar, que é usualmente uma mistura de firme contribuição e disfunção. Elas trabalham bem em seus empregos, por que alguém está lá para dizê-las o que fazer. Os deixe sozinhos numa loja de conveniências e eles saem de lá com cinco caixas de doces e uma maçã. Elas podem responder ao governo porque o governo as diz exatamente o que fazer e as ameaça com conseqüências.

Elas podem até mesmo ter seus próprios negócios por que esses parâmetros são estabilizados e procedem de uma maneira linear de uma suposição básica. Mas ação independente? Arte? Organizar algo de um novo tipo ou método? Esqueça; eles estão fora de sua profundidade e inseguros eles correm de volta para o que eles sabem, que é comer junk food e jogar jogos na internet. Há um tipo de comportamento não percebido que essas pessoas têm, que é o de "Nós somos as pessoas da Internet cara, nos deixe em paz, por que se quiséssemos estar lá fora no mundo real com você, nós não seríamos as pessoas da Internet". As pessoas da Internet são falhas morais e pessoais, mas elas geralmente se dão bem na vida, contanto que tenham alguém para lhe ditar as regras. Elas podem seguir um padrão básico de pensamento contanto que ele já exista em algum lugar. Imaginação e inventividade não são seus aliados, exceto em situações rigorosamente controladas e minimamente variáveis como as salas de bate papo na internet.

O que é ainda pior é que nem toda Pessoa de Internet é um total idiota e babaca. Muitos são inteligentes, competentes, capazes e adoráveis. Eles podem não entrar em todo o aspecto da cultura de Pessoas da Internet, mas podem se comportar como elas entretanto. É uma afirmação útil que não importa o quanto uma pessoa recita as opiniões corretas, ações falam mais que palavras, mesmo que essas ações afetem ninguém menos que o próprio indivíduo. Eu conheci várias Pessoas da Internet legais, e eu não estava ligado que elas eram pessoas da Internet até que elas disseram e passaram tempo independentemente trabalhando em algo que elas diziam acreditar. Elas fizeram desculpas, ou fingiram trabalhar e então sumiram ou se foram completamente; muitos desses estavam também envolvidos com heavy metal, uma outra cultura de entretenimento nesse ponto, e ainda estavam duplamente com raiva que a realidade tenha se intrometido em seu mundo de fantasia. Eles gostam de imaginar que são parte de algum movimento ou grande idéia, mas a viagem estará arruinada para eles se tentarem fazê-la real. É a fantasia - os "poderiam ser", os sonhos acordados fantásticos, as conjecturas eróticas - que motivam essas pessoas, não são nenhum sentido seguro de realmente estar fazendo algo.

Por exemplo, uma razão de que membros desta organização sejam céticos quanto a pessoas que são "voluntárias" através da Internet é que nós estamos acostumados a 99% delas, sejam caras legais ou idiotas desastrados, se aparecendo entre o mês. Eles querem a imagem. Não a realidade. Essa é a essência de ser uma Pessoa da Internet. Essa associação imita um outro da vida real: o sub-homem* é aquele que deseja viver em fantasia, e não lidar com a realidade desagradável. Populistas são aqueles que reenforçam a doutrina do sub-homem nos outros sem medo por eles mesmos. Como cultura de entretenimento, desilusão e solipsismo são reconfortantes àqueles sem cérebro pra ver a inevitabilidade da confrontação a longo-termo com a realidade e ainda, o valor de se apegar a realidade e fazer algo bom disso, ao invés de correr dela para os braços da ilusão. O vício em heroína e a maioria das religiões encaixam-se nesse perfil também.

No final, as Pessoas de Internet provém um firme exemplo da doença de nosso tempo, que é a mesmo seja político ou filosófico, ou espiritual ou comportamental: uma dissonância cognitiva em resposta a realidade por falta de heroísmo. Heroísmo é o que nos faz levantar e encarar as verdades desagradáveis, com o objetivo de superá-las por converter a desordem em ordem e sofrimento em beleza. Não podemos consertar a morte, talvez, mas nós podemos fazer com que a vida seja tão boa que a morte se tornaria insignificante. Esse é o perfil heróico, e ele está totalmente perdido entre os desiludidos. O seus medos são maiores que os seus desejos por uma vida boa e eles querem arrastar o resto de nós para o seu antro de medo incessante, de falta de conficança, negação e prazeres masturbatórios. Nisso, as Pessoas da Internet - e todas que pensam como elas, sejam milionários que parecem com o Brad Pitt ou putas viciadas em crack com AIDS - são fundamentalmente covardes e por fugirem de suas próprias vidas eles garantem que não importa o quanto eles "tenham sucesso" na sociedade ou na Internet, eles nunca tomarão a vida em seus próprios termos, e farão algo dela. Suas mentalidades são de escravos. Por essa razão, eles merecem a escória e merecem ser deixados de lado por aqueles para quem o medo é um objetivo secundário.

Our gratitude to "Dora" for this translation.

28 de Agosto de 2006


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