E o homossexualismo?
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Os ritmos da vida manifestam-se de várias formas. As estações têm seu período de atividades de um extremo ao próximo, semanas tem seu início e fim, e finalmente a caixa postal enche e então está vazia. Há umas duas semanas atrás, a questão "qual a sua opinião sobre o homossexualismo?" me deixou intrigado.

Você sabe que o homossexualismo virou pauta a partir do momento que as pessoas começaram a se referir a ele com o eufemismo reservado para os "fatos da vida". Quando estava amplamente marginalizado, pessoas usavam as palavras como "sodomia" e "bestialidade" e "coprofagia" para descrever então. Então, gays, sejam gratos: vocês agora são aceitos o bastante para serem negados em uma conversa educada.

Agora existem homossexuais o bastante no oeste para que eles representem uma poderosa força política. O recente circo público sobre casamento gay nos mostra o quão social e economicamente poderosos é o poder de voto dos homossexuais. Como a maioria dos grupos de risco, eles estão sendo encorajados a fazer parte de ativismo político por um ideal generalizado que "representa" seus "direitos", e aqui eles cometem um grande erro.

Uma tradição de mil anos de igualdade no oeste criou uma cultura de "apoderamento", onde cada geração administra os reinos em parte para um outro grupo (leprosos são os próximos). A atitude comumente aceita diz, "Porque eu deveria me importar com o que acontece entre quatro paredes?" Contanto que você pague por sua casa, é o seu castelo. Essa atitude faz um sentido parcial, mas nega conseqüências indiretas, entretanto esse é apenas um problema a não ser que insistamos na igualdade em si mesma.

Que labirinto - vamos passo a passo.

José e Trent têm uma linda casinha numa vizinhança legal na Philadephia. Eles pagam impostos, mantêm sua propriedade limpa, e contribuem ao grupo cívico local. Um dia, em seu paraíso idílico, chega de mudança um personagem que nós chamaremos de "o Spinoza Ray Prozak malvado". Ray, como seus amigos o chamam, só tem uma coisa em sua agenda: caos, nomeadamente pela forma trazida por um grande uso de maconha.

Ray investiu bem no boom do dot-com e ainda pode pagar por uma constante quantidade de maconha de alta qualidade. Descontando a ilegalidade ilógica dessa droga, ele está em seus direitos, tanto quanto os homossexuais estavam em 1950, quando "sodomia" era um tabu na maioria dos lugares. Fumar maconha como sodomia é algo que é feito por muitos mas tem penalidades desproporcionais esperadas àqueles que são descobertos fazendo isso. Para detalhar um pouco, nós podemos ver o uso de maconha e o homossexualismo como análogos: sejam voluntários ou não, as pessoas os consideram partes importantes de suas vidas.

Ray é um vizinho terrível. Ele não apóia o crime, mas as pessoas que o visitam não se importam e jogam lixo na rua. Ele não limpa a sua casa nos padrões da vizinhança, então ela continua como um dedão sujo, oleoso, cheirando à patchouli. Ele está muito doidão para achar o lugar de encontro de grupo cívico local, e muito menos participar dele. E claramente ele não partilha os valores da comunidade de sobriedade e trabalho duro. Mas desde que ele possa pagar por sua casa, ele está em seus direitos.

Nenhum dos cidadãos o vê fumando maconha, mas eles o vêem ele todo dia tropeçando em si mesmo, de olho vermelho, incapaz de achar o seu jornal ou de imaginar como fazer o seu carro pegar. Você diz aos seus filhos, bem, Ray é diferente, e nós diremos mais a você quando tiver 18 anos. Ainda essa vizinhança, que existe apenas em nossas mente, recebe o seu primeiro tabu: não podemos falar de Ray mesmo quando ele sai correndo e vai à loja de conveniências local comprar 40 caixas de donuts de creme envelhecido de um dia pela metade do preço.

É tudo por trás de portas fechadas, mas Ray mudou a vizinhança em dois sentidos. Primeiro, você tem que fazer a decisão de tolerar o seu comportamento legal, mas fora de limites, ou fazer disso um tabu alarmante que fará seus filhos irem comprar maconha quando eles forem velhos o suficiente pra conseguir fazer isso. Afinal, por trás dos tabus existem muitos segredos, e por trás dos segredos geralmente conhecimento de grande poder, então crianças por sua natureza exploram o que é tabu. Segundo, você tem que decidir o que fazer quando outras pessoas do tipo de Ray chegarem, desde que eles sabem que a vizinhança irá tolerá-las.

Passe a fita pra frente: dezesseis anos depois, cerca de 40% da vizinhança serão drogados. Não há nenhum efeito colateral, exceto pelas casas levemente sujas e esfumaçadas, mas agora você pode dizer ”fodam-se os drogados!” à luz do dia que isso alienará 40% dos seus fregueses. Se eles o boicotarem, vocês vai falir assim que um concorrente aparecer. Então agora você tolera drogados, e todos nós tentamos ignorar o fato de que 40% dos nossos vizinhos estão em um outro mundo e não notarão crimes violentos, casas em chamas, invasões alienígenas ou qualquer outra coisa que seja tabu à ordem social.

Para voltar ao tópico, a maioria das pessoas “normais” podem ser chamadas “normais” por que suas necessidades são normais. Eles gostam de ter um emprego onde são importantes. Eles querem ter uma esposa e filhos, e uma casinha legal ou apartamento aonde podem relaxar no final de semana. Eles querem alguns hobbies, e uma aposentadoria segura, mas basicamente suas necessidades não são excessivas, com exceção da ocasional camionete 4x4 que eles compram em detrimento de toda a razão. Isso é a normalidade.

Em suas mentes essas pessoas têm que, drogados e homossexuais não são bem vindos em seu bloco. Eles gostariam de criar seus filhos sem precisar explicar sobre homossexualismo (o Trent é diferente) ou ainda reafirmar isso aos filhos deles ainda em formação, mais de quem terminará então pelo menos experimentando. Eles também gostam de não ter de tolerar mais do que alguns drogados, pelos mesmos motivos. Você não cria seus filhos para ver o uso constante de drogas psicodélicas como algo normal, cria? Isso os coloca mais longe da realidade normal, que é viver, procriar e morrer e tentar fazer isso o mais ética e confortavelmente possível.

Se nós aceitarmos as democracias liberais modernas em seu valor real, há duas formas que isso pode acontecer. Tanto a sociedade como um todo decide que o homossexualismo e o vício não são partes do plano, e os fazem ilegais juntamente com o facismo, uso de heroína, abuso sexual de crianças e armas nucleares, ou a sociedade, a criança de ouro da nossa sabedoria coletiva, opta por “tolerar” esses comportamentos, e eles se tornam, de fato, aprovados. É uma curva escorregadia. Um ano você diz às crianças que o Ray é apenas diferente, e duas décadas depois o lobby do vício imprime um “e não há problema em tomar drogas psicodélicas como objetivo de vida” em nossos livros.

Eu sinto por ambas as partes aqui. Francamente, da mesma forma que eu conheci alguns skinheads iluminados, eu conheci muitas pessoas gays legais, muitas dos quais eram amigos próximos que memórias são ainda sagradas pra mim. Eu tenho sido um drogado e conheci vários drogados legais, embora a “cultura das drogas” seja merda pras pessoas de mentalidade de dona de casa, vazias e neuróticas e procurando por “profundidade” no outro. Mas ultimamente, eu não culpo os normais por não querer drogados ou gays por perto. Não está nos planos deles e eles não deveriam ser forçados a “tolerar” (não agir contra, mas não gostar de) tais comportamentos.

Na Inglaterra dos anos 50, havia um dito popular, provavelmente derivado de tempos medievais e atualizado para a nova linguagem política da era pós-cristã e neo-industrial, que era "Uma lei para o boi e o corvo é tirania". Não fica mais claro que isso pra mim; nem todas as pessoas são descritas pelo mesmo discurso de um-tamanho-serve-a-todos da sociedade moderna; enquanto é útil pro cristianismo, pra burocracia, e pra indústria, essa visão destrói o que faz os humanos belos em partes: nós operamos caoticamente, em paralelo, atacando toda questão de vários ângulos (incluindo por trás), e ainda somos aptos a resolver problemas que não podemos nem mesmo descrever ainda. Ou podemos, quando não somos tão neuróticos como uma cultura.

Mude a câmera para Houston, no Texas, talvez o último lugar que você espera ser mencionado num artigo sobre homossexualismo. Vacas, campos de petróleo, e cristãos fanáticos conservadores. Antes disso tudo, entretanto, havia um senso comum simples. E começando nos anos 50, Houston achou uma solução para a situação gay que não feriu nenhuma parte. De volta naquela época, seja por tolerância ou acordo tácito, os mais velhos da cidade permitiram que a vizinhança de Montrose se tornasse uma meca gay.

Eles fizeram isso para que em Katy, Texas, e Meyerland, e River Oaks e em Spring, os dois porcento da população que são naturalmente gays em qualquer grupo não tivessem de tolerar discriminação, e então que a anti-discriminação, uma das maiores formas de opressão já imaginadas, não era forçada nessas mesmas pessoas "normais" requerendo que elas ou "tolerassem" o homossexualismo, ou fossem presas ou tomassem tiros. Era literalmente, uma lei separada para o boi e para o corvo.

Você poderia dirigir, começando em Katy, Texas, por quase duas horas através de subdivisões verdejantes, tradicionais, crentes e ordeiras sem achar um drogado ou viado por todo tempo. A maioria das pessoas lá eram cristãos devotados, entretanto a fonte de sua sabedoria espiritual veio de algo muito mais cedo, uma simples crença de que a vida valia a pena ser vivida e que confiar na natureza (“Deus”) levava à boas coisas, então você não tentava destruir a natureza e reconstruí-la, mas você a vivia e dava graças cada dia pelo sagrado que é a vida por si só. Você podia até conseguir com que eu lesse a bíblia se é isso que o cristianismo fosse sobre, mas é uma religião com um elemento estrangeiro que absorveu a crença que eu descrevi acima, e até que essas divisões em facções sejam resolvidas, elas serão para sempre partes iguais de veneno e sabedoria.

Após a sua longa, confortável e agradável viagem, você pensaria: que cidade legal, quieta e "conservadora". E então você iria ao Montrose. Aquela subdivisão, que existe entre o centro e as comunidades de artes da moda e comunidades cosmopolitas que era uma área mais distante, era um paraíso gay. Bares ornados, restaurantes, lojas e saloons voltados para pessoas gays e foram desenvoltos em sua publicidade daquele estilo de vida (“Estacionamento na frente. Entrada atrás”). Não havia nenhuma vergonha, nem nenhuma necessidade dela; esse era o lugar determinado pelos líderes para ser a área aonde ser o máximo de gay possível era aceitável e onde ser ultra-conservador e religioso não era visto como algo favorável. Se você queria o império de Joseph Smith, você deveria ir a outro lugar, bem como os gays nas vizinhanças de John Wesley foram ao Montrose.

Voltando ao exemplo do drogado, eu gostaria de ver algo similar, para o bem de ambos os drogados e o mundo no geral. Me chame de hipócrita, mas eu não quero criar meus filhos em volta de drogas que até eu mesmo usei regularmente. Os caminhos da vida deles serão diferentes dos meus e eu não quero fazer lavagem cerebral neles com nada exceto as filosofias básicas e as culturas de sua tribo. "Tolerar" drogados seria ensinar um segredo desnecessário à vida das crianças, e forçá-las a ter um processo mental a "tolerar" o mundo das drogas e o tabu que elas causam.

Ultimamente, essa é a forma que eu me comporto em relação ao homossexualismo, porque de acordo com as minhas opiniões, quem se importa? Eu não sou gay e não saberia picas (desculpe) sobre isso. Se eu tivesse que te dar uma visão da perspectiva, seria assim: para maioria de nós, o que os gays fazem parece repulsivo, por que para nós se submeter ao sexo ou ter sexo com uma outra pessoa do mesmo sexo seria uma anulação. É diferente para os gays, na mesma forma que homens e mulheres têm diferentes visões do que é sexo. Na minha visão, isso é natural, e ambos grupos podem coexistir uma vez que eles separem as atividades que os dividem.

E é por isso que as crianças de terceira série sempre chamarão umas às outras de "viado", e é por isso que sempre existirão piadas sobre líderes políticos não favorecidos levando no rabo de candidatos democratas: se você está tentando ser hetero, tentar sodomia é um fracasso. Note, entretanto que eu disse sodomia, e não homossexualismo; eles são distintos. Na minha experiência, homossexualismo significa literalmente amar o mesmo gênero, e nem todo homossexual é um dos garotos de boate drogaditos e promíscuos que às vezes tropeçam na 59 Diner (n. da t.: um restaurante americano) tarde da noite.

Na minha vida eu já tive vários amigos próximos que eram homossexuais, e na minha visão, o que eles mais desejavam era um relacionamento amoroso como todo mundo – e, não surpresamente, eles também buscavam por monogamia e não eram engajados em atos extremos. Mas existem também bichas promíscuas. Entretanto, eu acho que existem "bichas falsas" também - pessoas que são essencialmente viciadas em sexo, ou o que alguns poderiam chamar de "pervertidos", exemplo: ter um apetite não natural por isso. Eu vejo esses como parecidos com swingers, prostitutas ou outras pessoas fora de seu controle sexual, que é como o vício em heroína: a droga se apodera da sua vida. Pessoas desta natureza geralmente optam pelo homossexualismo por que é conveniente, na visão deles.

Existem também as pessoas que são obcecadas por poder, especificamente o poder que se consegue por ser uma força dominante no ânus de outra pessoa. Esses são usualmente "bissexuais" ou seja, não se importam com quem seja, desde que consigam fazer com que o outro seja subserviente. Sexo de prisão pode ser um bom exemplo. É uma violência traduzida para forma sexual, e seja nascida de frustração como um psicólogo judaico-cristão poderia assumir, ou uma tendência nata, bem, não importa agora. Isso é separado da forma que eu vejo homossexualismo, que é um desejo pelo mesmo gênero, que se traduz em amar e fazer sexo com o mesmo gênero.

Homossexualismo propriamente dito, ou o que eu me refiro acima como o "verdadeiro" homossexualismo, é parte de um grande design da natureza, e geralmente ocorre mais frequentemente entre animais que vivem em grupos. Geralmente metade de todas as crianças nascidas são machos e metade fêmeas, isso ocorre matematicamente em alguma porcentagem entre 2-5% de cada população, e na minha visão ajuda a população criando individuais que não são sexualmente competitivos. Eles ganham entretanto em vez de criar famílias, uma quantidade massiva de tempo e energia que devotam á civilização a sua volta, usualmente entre humanos na forma de arte ou trabalhos culturais. Em outras espécies, eles tendem a ajudar na criação de crianças. É como substituir a criação de filhos para toda a humanidade.

Alguns argumentariam que a natureza usa o homossexualismo para anular alguns que tem combinações genéticas que não funcionam, talvez incluindo coisas como defeitos de órgãos congênitos, e isso pode ser verdade, em alguns dos casos. Mas em outros, é como conseguir um irmão e uma irmã de uma só vez, e se você é de uma família grande, você pode imaginar o quão útil é ter alguém por perto para ajudar todo mundo ao invés de gastar o tempo em sua própria cria. Esse é um design inteligente.

Na visão de mundo linear judaico-cristã, uma lei se aplica a todos e então os homossexuais tem de ser 100% aceitos ou 100% classificados como pervertidos. Uma lei para todos nós é "igualdade", mas a minha experiência diz que a natureza raramente é tão absoluta. Há um lugar para todos os tipos de pessoa (mas não para todo mundo - nós somos superpopulados e deveríamos matar os 95% menos capazes em caráter, força e inteligência) nessa terra, entretanto misturar os grupos sempre causa divisão interna que resulta em compromisso e degeneração. Uma lei para o boi, e uma lei para o corvo; uma vizinhança para os drogados, e uma para os gays, e o resto para as pessoas 'normais' viveras suas vidas normais. Talvez isso não seja uma solução perfeita, mas frustra uma negativa educada numa conversa.

June 6, 2006 - Translated by Dora


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