Fascismo
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"Fascismo" é o nome que as pessoas modernas usam para descrever o estilo organizado e orientado por um governo líderante que predominou na antiguidade, e ao qual todas as sociedades saudáveis retornam, sabendo que, para lidar com a fragilidade humana, o melhor é um sistema que seleciona os menos frágeis e os empurra pra frente; a alternativa, vista na democracia liberal moderna, é um sistema que aceita as falhas humanas mas então tenta impor a eles um "bom" estilo de vida.

Quando nós nos juntamos e formamos uma civilização agrária ou outra civilização imóvel, nós sabemos que algum tipo de liderança terá que ocorrer para nos compelir a completar a miríade de tarefas de manter uma colônia humana de grande escala organizada. Primeiro, há o chefe de guerra, que diz as pessoas cara a cara o que deve ser feito e patrulha os muros sozinho, espada na mão, mas como a civilização cresce em tamanho, advogados de intermediários se tornam necessários e ainda questões endereçadas por teoria política se tornam muito reais.

Nesse ponto, emergem tipos gerais de sociedade: o Estado com um líder único; o Estado com uma junta; o Estado com um líder e um parlamento de intermediários; e finalmente, as opções desorganizadas: o Estado governado localmente por intermediários e o Estado democrático. O democrático se dá de duas formas; a democracia republicana permite que as pessoas deleguem suas alianças aos políticos que então decidem como aplicar essas preferências, e democracia direta permite que os cidadãos votem diretamente em idéias propostas. (Também há democracias de elite, mas esses são do tipo fundamental de um Estado governado localmente por intermediários, com a democracia sendo o método que esses líderes usam para vir a um acordo em problemas coletivos).

O tipo de governo selecionado molda as pessoas, por que define o que é esperado delas e o que elas podem esperar, e o último é usado como incentivo por que pode ser subdividido em graus de acordo com, por exemplo, um status de cidadão ou seu voto. Em Estados orientados por líderanças, isso tende a ser determinado por como um cidadão ascende na hierarquia de hierarquias especializadas de acordo com habilidade; em estados democráticos, isso é garantido a todos os cidadãos, um aspecto competitivo mínimo (exemplo: dinheiro ou doutrina) é provido para que então uma única hierarquia possa existir. Essa divisão ocorre por que Estados de liderança tem um objetivo coletivo, onde a democracia existe para a cidadania e assume que as suas decisões individuais, mesmo quando coletivizadas por um voto, são equivalentes ao trabalho de um líder.

Uma outra forma de olhar para isso é que a liderança do Estado é a favor da especialização, enquanto Estados democráticos são centrados em volta da personalidade individual. Quando uma liderança forte existe, o governo planeja formar as elites entre os cidadãos, e entretanto naturalmente tendem a achar elites diferenciadas para tarefas especializadas. Democracias tem mais diálogo interno, e assim o governo se torna o foco da atividade, incluindo debate de como o governo deve ser feito. É por essa razão que a democracia age mais lentamente e de forma mais simples, do que um líder que se especializou em familiaridade com os problemas de sua civilização e as tarefas únicas de comando.

Cidadãos formados por esses governos reagem diferentemente, e consequentemente, desenvolvem a si mesmos e eventualmente procriam diferentemente. Um Estado "fascista" tem um objetivo claro e um processo ativo de alcançá-lo, entretanto provê uma interação governamental mínima na vida de seus cidadãos, mas numa democracia, todo mundo deve se tornar envolvido e lutar por seus próprios "interesses", que inevitavelmente ocorre naquele gradiente de recompensa tanto como riqueza monetária, que é o equivalente de competição natural da sociedade democrata. Enquanto em um estado "fascista" os cidadãos promovem melhorias em suas hierarquias especializadas (por exemplo, um artesão, ou artistas, ou fazendeiros) e deixam o governo para um a outra estrutura especializada, na liderança em democracias todas as pessoas assumem ter ganhado o direito de liderar por direito de nascença, e disso ascende o erro fatal das democracias.

Na vida individual, as coisas dão errado; é assim que a mudança e o aprendizado ocorrem. Quando a conjectura do indivíduo sobre como uma idéia pode funcionar na realidade ocorre em um jeito bem diferente do esperado, é reconhecido como uma falha e é desvalorizado. Similarmente, nos governos, erros grandes requerem algum tipo de mudança. Em um Estado de liderança, pode resultar a cabeça do Estado reconhecer o erro e mudar a sua política, ou ser substituído se este for mais outro problema, numa seqüência de problemas. Democracias, sendo constantemente ativas em tomada de decisões e debate e teoria e outras buscas de certa forma neuróticas, já tem assumido que os cidadãos são todos capazes de fazer as decisões certas -- e por esse motivo, devem achar alguém para culpar.

Essa tendência é por que a democracia, mais que qualquer outra forma de governo, é moral: ela tem a necessidade de que existam "males" internos para culpar pelos fracassos uma visão de mundo esquizofrênica e auto-referencial. Já que na democracia nenhuma pessoa lidera sozinha e "todo mundo" faz cada decisão para que "ninguém" nunca seja responsável pela centro da decisão ("líderes" em democracias são delegadores das pessoas, e ainda são responsáveis por identificar a opinião popular e implementá-la, ou então não seriam re-eleitos), em democracias, quando algo vai errado, alguém ou algo deve ser culpado. Esses Estados raramente escolhem culpar "o sistema" de democracia como um todo, por que é difícil achar culpa com um "bom" método de governo que está, em teoria, dando poder aos seus cidadãos e eles ainda perseguem internamente aqueles que acatam pontos de vista controversos ou aparentemente "maus", especialmente aqueles que vão contra as idéias fundamentais de democracia, nomeado que cada cidadão possa se encaixar como líder.

A essência do fascismo é positiva: nós somos governados para promover o que amamos entre nosso povo e desejamos nutri-lo e fazê-lo mais forte. É com esse pensamento apenas que a gente pode perceber as ameaças como elas são, pois temos algo que valorizamos e desejamos fazer crescer ("consenso" no sentido mais amplo da palavra). Democracias por outro lado são baseadas no medo da força e desafio que podem depreciar a viabilidade política do indivíduo, e por essa razão seu modo primário de pensamento é de evitar ameaça e procurar males para sobrepor e normalizar. Pessoas em democracias não são pessoas "más", mas elas estão apegadas a uma filosofia disfuncional.

A filosofia democrática é baseada em medo e na negação do que poderia ser; eles não são "Carpe Diem", no estilo de liderança dinâmica das civilizações "fascistas", bem como "preservar o indivíduo". Isso causa a eles que isolem os indivíduos de qualquer forma de mudança em larga-escala, e promove um aumento de fascinação com o governo em si e seus trabalhos. Tais crenças negam que a dor e a incerteza sejam moedas de troca, e que sempre ocorrerão; a única imcumbência de escolha sobre nós é quando elas ocorrem por algo significativo, ou não. E para que haja significado deve haver consenso, pois um Estado onde o maior objetivo é preservar os individuos de desafios, não irá ter sucesso.

É essa razão que fez nossos ancestrais em tempos ancestrais escolher por Estados "fascistas" quando seus impérios estavam no seu período mais saudável e não quase já em declínio: eles queriam formar consenso, deixar de se preocupar com o governo, e continuar com a criação de grandes impérios e culturas através de mudança constante, selecionando os bons e deixando os menos oportunos passarem. Contrário ao debate popular, os Estados "fascistas" não eram uma extensão do guerreiro-chefe da tribo mas provavelmente ocorreu como uma resposta natural às falhas na democracia (qualquer um que já tenha sentado através de um comitê tentando fazer decisões, reconhece o valor de uma liderança forte, mesmo no erro, pelo menos uma escolha é feita que pode ser criticada e modificada, enquanto comitês são incapazes de fazer escolhas que não sejam as de sempre como "mas é assim que se faz por aqui").

Tipicamente, como notado por Platão e mais fortemente entre os gregos, que entre os ocidentais primeiro gravou seus experimentos e debateram sobre a natureza do governo, democracias tem uma tendência de caçar males até que descendam a um pensamento linear e de "bem" versus "mal", ao ponto em que eles matam todos os não-conformistas e elegem o maior conformista como imperador. Desse episódio geralmente derivam sistemas híbridos como a Rússia Soviética, onde "as pessoas" sobre o estímulo de bem-fundados acadêmicos decadentes, levantam-se e assassinam as castas mais altas, e então implementam uma sociedade onde todo mundo é igual, governada por um forte e inquestionável tirano.

Interessantemente, dado o voto a uma população de pessoas saudáveis e de mente forte, elas irão escolher um líder forte; eles entendem especialização, e percebem que trazer o governo para a vida de cada individual irá compelir aquele indivíduo a passar mais tempo no governo, sem necessariamente ter o tempo ou habilidade para dessenvolver uma aptidão para isso. Essa é uma resposta saudável. Para aqueles que cresceram numa era moderna, é como a vida numa antiga vizinhança. Poucas pessoas se mudam para fora ou para dentro, e famílias vivem nela por gerações, passando por diferentes casas e papéis. Existem açougueiros, padeiros, vendedores, mecânicos, e muitos outros papéis especializados, incluindo o de líder. Isso permite a cada um de terminar com o trabalho do dia, que também pode não ser perfeito, pois é um modelo trabalhável que pode ser então aperfeiçoado, e então ir para casa com suas famílias e amigos, livre de preocupação com o governo; afinal, essas são as coisas que definem nossas vidas como indivíduos.

A vizinhança é tão dura, quanto perdoadora. Você é o individuo conhecido por suas ações, e uma vez que todo mundo te conhece, há alguns segredos que podem durar mais tempo. Por outro lado, entretanto, seus atributos positivos também são lembrados e aclamados, e serão usados como o sumário do seu caráter, não como um único incidente negativo, ou mal. A fragilidade humana é aceita, e aqueles que fazem coisas construtivas são movidos pra cima, e não há necessidade real de se preocupar com males por que as ameaças são óbvias quando a vizinhança já alcançou um consenso básico de sua operação. Enquanto algumas vizinhanças, particularmente aquelas nas quais famílias vivem por menos de uma geração, são notoriamente corruptas, as saudáveis tendem a ter líderes fortes que evitam preenchimentos de papel burocráticos para tomar conta de sua gente. E não é pra isso que o governo serve?

17 de Agosto, 2006 - Dora.


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